Curiosidades sobre a Água e seu Uso Racional

CURIOSIDADES SOBRE A ÁGUA E SEU USO RACIONAL

A ONU estima que, nos próximos 25 anos, dois em cada três habitantes do planeta vão enfrentar problemas no abastecimento de água limpa.

Principais causas: crescimento populacional, poluição das águas, desperdício na distribuição e no uso, e mudanças climáticas.

Do total de água existente no planeta, 97,6% é salgada e apenas 2,4% é doce. Setenta e nove por cento da água doce se concentra em geleiras, outros 21% estão nos lençóis freáticos e 0,04% em rios e lagos. Esta conta já ajuda a derrubar a noção de que aquela água que consumimos em casa é o bem natural mais abundante da Natureza.

80% da água doce no país estão na Amazônia, longe dos grandes centros.
A poluição das águas está comprometendo não apenas o ecossistema, como também a utilização para consumo humano. No Estado de São Paulo, metades das bacias hidrográficas se encontram em situação crítica ou de alerta quanto ao grau de utilização – ou seja, no máximo 50 % do volume de água podem ser aproveitados. Este dado consta do Relatório de Situação dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo, produzido no ano passado pelo governo estadual.

Falta de tratamento do esgoto: em São Paulo, estado mais rico do país, apenas um município – Itu – trata 100% de sua carga poluente. Em Recife (PE), apenas 17% da população tem saneamento básico.

O Brasil desperdiça o dobro da média dos outros países, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República,. Em 1999, a água perdida em tubulações envelhecidas ou desviada por ligações clandestinas chegou a 38% da oferta total. Na região norte esta perda chegou a 52%.

Há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual. Enquanto isso, a disponibilidade de água permanece a mesma.

A partir de 1950 o consumo de água, em todo o mundo, triplicou.
Para cada 1.000 litros de água utilizada pelo homem resultam 10.000 litros de água poluída (segundo dados da ONU, de 1993).

No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d’água.

O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem água.

Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia ou 1.380 litros por mês ou mais de um metro cúbico por mês. O que significa uma conta mais alta.

Desperdiçar um filete de água de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês.
E um filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício.

Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d’água.

Fontes: Folha de São Paulo; Greenpeace;

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Contribuição:

Leonardo Machado
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ANIMAÇÃO: “A REBELIÃO DAS ÁGUAS”

LANÇAMENTO DA ANIMAÇÃO: “A REBELIÃO DAS ÁGUAS”

Reinaldo Canto

Insumo fundamental para a sobrevivência humana, a água tem sido bastante maltratada por quem mais dela precisa. Apesar de tão importante é comum assistirmos cenas diárias de desperdício, contaminação e desrespeito.

 

Muita gente já sabe que esse bem tão precioso é escasso em várias partes do mundo e milhares de pessoas morrem no planeta em razão do consumo de água contaminada. Até mesmo aqui no Brasil, conhecido por deter 12% de toda a água potável disponível enfrenta sérios problemas para abastecer as nossas grandes cidades. A cada dia fica mais difícil levar, a seus milhões de habitantes, água tratada e de qualidade.

 

Diante desses fatos preocupantes, o cartunista Agê e o jornalista Reinaldo Canto uniram esforços para, por meio de um humor crítico, criar uma animação intitulada “Rebelião das Águas”.

http://envolverde.com.br/videos/videos-videos/a-rebeliao-das-aguas/

 

Nela, as gotinhas de água se revoltam contra as ações dos humanos e decidem fazer uma greve geral até que elas sejam tratadas com o devido carinho e respeito.

 

Como o objetivo do trabalho é chegar ao maior número de pessoas, a reprodução é livre. Divulgue!

Ahh, e antes que a rebelião das águas realmente se torne realidade, faça a sua parte e trate bem a água que você bebe e usa!!

 

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Reinaldo Canto
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Consumo Responsável em Condomínios – O que posso fazer?

Consumo Responsável em Condomínios

Renato Munhoz

Muito se fala sobre a redução dos consumos de água e energia elétrica nos condomínios, além da coleta seletiva e campanhas de conscientização, mas o que podemos fazer para influenciar os hábitos dos moradores e até mesmo em relação ao consumo de bens?

Uma grande preocupação que todos devem ter é a questão da destinação correta dos materiais que descartamos, sejam eles secos ou orgânicos, mas muita gente não para para pensar sobre como reduzir o volume total do lixo gerado e das emissões geradas por nossos hábitos de consumo

Existem algumas dicas e ações que podem ser tomadas com a finalidade de reduzir e minimizar o nosso impacto.

Campanhas internas, eventos de conscientização e avisos podem ajudar a plantar a semente da preocupação com o meio ambiente e alertar sobre as consequencias de nossas compras.

 

O que podemos fazer?

  • Evite comprar seus produtos em localidades distantes, quanto mais longe estiver a fonte do produto, mais combustivel foi gasto para fazê-lo chegar à sua casa, seja qual for o meio de transporte, navio, caminhão, carro etc. Um exemplo a ser seguido é o usado para a certificação LEED de construções sustentáveis, que exige que todos os materiais percorram uma distancia máxima entre a origem e o destino, computando o trajeto do produto por sua passagem na indústria de transformação.

Alguns exemplos práticos:

A compra de chocolate e café, produzido em larga escala no Brasil, segue para a Europa para ser transformado e volta à sua origem, milhares de quilometros depois.

O aço que sai de Carajás e vai para a China que nos devolve em forma de diversos outros produtos.

  • Outra forma de gerar menos impactos sobre o nosso consumo é escolher produtos que tenham embalagens menores, ocupem menor volume e gerem menos resíduos inúteis. Isso vai de alimentos à aparelhos de televisão, caixas de corn flakes com outro saco interno, sendo que existem produtos sem a caixa, uso exagerado de isopor, que não é reciclável etc.
  • Dê preferencia para as compras em mercados próximos e sem a necessidade do uso do carro, no nosso condomínio disponibilizamos alguns carrinhos de feira e ecobags que podem ser utilizadas por todos os moradores, isso evita além do uso de veículo, a necessidade de sacolas e sacos plásticos.

Unindo a boa prática e a saúde, caminhe mais, conheça os dias e locais das feiras livres mais próximas à sua casa, opte por produtos da safra, mais frescos e os orgânicos.

 
Todos agradecem, seu corpo e o planeta.

 

Endereços das feiras livres:

Rio de Janeiro

http://www.horti.com.br/home/guias/feiraslivresrj.htm

São Paulo

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/abastecimento/feiras_livres/onde_encontrar/index.php?p=16601

Belo Horizonte

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=enderecos&tax=17388&lang=pt_BR&pg=6300&taxp=0&

Curitiba

http://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/cidadao/feiras-livres/443

Santo André
http://www.craisa.com.br/feiras.htm

São Bernardo do Campo

http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=feiras

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Renato Moreno Munhoz

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3 PASSOS PARA REDUÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA EM CONDOMÍNIOS

OS 3 PASSOS PARA A SOLUÇÃO DO PROBLEMA DE ALTO CONSUMO DE ÁGUA DE CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS E COMERCIAS

Leonardo Machado
Gerente Operacional
Re9 Instalações e Sistemas

1° PASSO (principal) é a conscientização.
2° PASSO é a avaliação da situação.
- Onde está o maior consumo?
- No jardim? Dentro das unidades consumidoras? Vazamentos?
Sabendo-se onde está o problema, temos maior possibilidade de sucesso na solução.
3° PASSO é a ação!!

VAZAMENTOS

Os condomínios mais novos estão menos propensos a vazamentos nas tubulações, porém, o vazamento doméstico, é tão danoso quanto qualquer outro. O vazamento doméstico é aquele que está dentro das unidades consumidoras (casas, apartamentos etc.), vazamento nas caixas acopladas, registro de pressão (chuveiros) dando passagem e castelos das torneiras gastos são os mais comuns.

Os condomínios mais antigos são um problema em potencial, pois além dos vazamentos domésticos, é bem provável termos vazamentos nas tubulações, nos reservatórios etc. Nesse caso, o bom é a avaliação de um profissional ou empresa especializada.

A maioria dos condomínios trata das unidades consumidoras como o problema do proprietário, porém se a água é rateada por todas as unidades, o problema é do condomínio, e como tal tem de ser levado a sério, afinal estamos falando do 2° maior custo de um condomínio, e o maior bem da humanidade.

Temos algumas soluções bem eficazes para solucionar problemas com vazamento das unidades consumidoras:

  • O treinamento dos funcionários do condomínio para fazer vistorias bimestrais das unidades consumidoras.
  • O treinamento dos funcionários do condomínio para fazer pequenos reparos como a troca de obturadores, troca do castelo das torneiras etc.

A individualização por rádio frequência é um poderoso aliado no combate a vazamentos, a maioria dos sistemas vendidos no mercado oferecem um pacote de alarmes, um deles é o alarme de vazamento. Com a implantação deste sistema o administrador passa, a saber, exatamente onde está o vazamento, tornando a solução muito mais fácil.

JARDINS E ÁREAS DE LAVAJEM

Em condomínios onde a área de jardins é muito extensa, o ideal é a captação e o reaproveitamento de água de chuva. Um bom sistema de distribuição pode economizar não só água, como também mão de obra de irrigação.

Outros usos para o sistema:

Os gastos diários com lavagem de pisos como garagens, halls e etc. chegam a quase 3% do consumo de água do condomínio. Recomendamos nesse caso, a utilização da água de reuso.

Na maioria dos condomínios a lavagem de carros é proibida, porém se o condomínio tem um sistema de aproveitamento de água de chuva com capacidade suficiente para esse fim, é possível até a criação de um micro lava jato.

ALTO CONSUMO DAS UNIDADES CONSUMIDORAS

Caso o trabalho de conscientização e conserto dos vazamentos não tenha surtido efeito, é possível a instalação de alguns sistemas que auxiliam a redução de consumo.

Seguem alguns deles:

  • Os Reguladores de pressão (em todos os pontos de consumo), em condomínios verticais é uma boa solução para as unidades dos primeiros pavimentos, onde a pressão é muito maior.
  • Arejadores (em todos os pontos de consumo) podem reduzir em até 70% o consumo de cada ponto aplicado.

Não é novidade que o chuveiro é o grande vilão de consumo de uma residência. A troca de chuveiros convencionais por chuveiros eco (até 50% mais econômicos) é uma ótima opção.

A individualização por radio frequência é de longe o sistema mais eficaz, pois gera consciência do consumo por unidade (conta justa, cada um paga o que consome) e monitora mensalmente o sistema hidráulico da unidade, qualquer possível vazamento é identificado e localizado.

A troca de torneiras e válvulas de descarga por sistemas automáticos, com vazão fixa também gera boa economia.

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O caos de descarte do lixo carioca

O caos de descarte do lixo carioca

Renato Munhoz

 

 

 

Li a repostagem do jornal “O Globo” sobre a radiografia do lixo descartado pelo carioca e um fato me impressionou muito, somente 3% de todo o lixo da cidade é reciclado.

O que chamou mais a atenção é que a cidade que logo sediará a Rio+20 e a sua empresa de coleta, a Comlurb, recicla 0,27%, isso significa que diariamente ela separa e deixa de enviar aos aterros apenas 23 toneladas, enquanto outras 8.128, isso mesmo, oito mil, cento e vinte e oito toneladas seguem para o aterro de Gramacho. O restante, 2,73% ou 252 toneladas são recolhidas e separadas por cooperativas e catadores.

Considerando que 55% de todo o lixo, 4.621 toneladas são de origem residencial, mostra que temos muito o que fazer e muito a reivindicar.

O importante é fazermos a nossa parte, separar o lixo, reinvindicar uma nova e eficiente política de resíduos e estimular a criação das cooperativas, fazendo a renda do lixo circular entre aqueles que realmente dependem dele, porém de forma digna.

No meu condomínio fazemos toda a separação dos materiais e uma vez por mês é recolhido e vendido esse material, na média deixamos de descartar 1 tonelada de lixo por mês, parece uma gota no oceano, mas se cada um fizer a sua parte, teremos resultados enormes.

Com base no dados do IBGE de 2010, existem no Rio de Janeiro, 2.083.817 domicilios ocupados.  Uma conta simples, comparando os dados do meu condomínio, com 96 unidades habitacionais e arrecadação média de 340 gramas por apartamento por dia e considerando apenas os materiais sólidos, a coleta e reciclagem poderia saltar das 285 toneladas atuais para pelo menos  723 toneladas, ou 15% de todo lixo domiciliar. Isso quase triplica a quantidade diária e significaria um aumento importante na vida útil dos aterros públicos.

Aos síndicos e administradores digo que é essencial que deixem de ver a questão do lixo como somente mais um trabalho e visualizem o impacto que cada embalagem destinada indevidamente será  um passo a mais para o fim da vida útil dos lixões. Esse mesmo material poderia se transformar em um novo, gerando ainda renda extra aos que mais precisam, inclusive aos funcionários do próprio condomínio.

Parece que o poder público está longe demais de conseguir resolver esse problema, afinal de contas está sendo feito um novo aterro em Seropédica para depositarmos o nosso lixo por mais alguns anos, associado ao lobby das empresas de coleta de lixo terceirizadas, tem muita gente ganhando com isso, mas e o meio ambiente? E o nosso futuro?

 

Renato Munhoz

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Nossas ações na TV

Entrevista à TV Brasil, foi ao ar em 29/02/2012

O nosso trabalho agora está sendo reconhecido e recompensado. A reportagem gravada pela TV Brasil foi ao ar no dia 29/02 e também na TV Gazeta no dia 02/03. É um prazer poder fazer a diferença e espero inspirar muitos condomínios à adotarem medidas para tornarem-se mais verdes, melhorando a qualidade de vida dos moradores, funcionários e do planeta.

Segue o link para o vídeo no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qsx8rc90mK4

 

Compartilhem nas redes sociais, vamos fazer a iniciativa chegar à cada vez mais síndicos e administradores!

Funcionários; conscientizar é preciso.

Funcionários; conscientizar é preciso.

Por Ivan Valdetaro

A sustentabilidade está na ordem do dia. Cada dia mais a sociedade se mobiliza, e cada vez mais ações são realizadas para alcançar este objetivo. E os condomínios, locais de moradia de grande parte da população não podem ficar de fora.

Mas não é fácil transformar um condomínio em exemplo de sustentabilidade. Os síndicos que estão tentando sabem disso. Conscientizar os moradores, fazer mudanças nos hábitos e comportamentos do dia a dia pode ser difícil e demorado. Mas é possível e necessário.

Porém, muitas vezes mesmo com os moradores mobilizados para a nova proposta os resultados não aparecem e as ações parecem não deslanchar. Qual seria o motivo?

Acredito que na maioria das vezes o principal problema está na falta de engajamento dos funcionários na proposta. De que adianta o sindico fazer uma campanha de economia de água se o zelador continua varrendo a calçada com o jato da mangueira? Os moradores fazerem a separação de material reciclável e verem tudo ser misturado novamente com o lixo orgânico no final? São coisas que acabam desestimulando todo mundo e pondo todo o programa em risco. Mas porque isso ocorre? Seria sabotagem proposital? Acho que não.

O que acontece é que é muito difícil mudar rotinas de trabalho, coisas que foram feitas durante anos e que aparentemente sempre deram resultados. As pessoas têm resistência em mudar a forma como desempenham suas tarefas. Acham que vai dar mais trabalho e atrapalhar a sua rotina. Principalmente quando não entendem os motivos das mudanças.

Acho que isso é o principal problema. Mesmo quando são feitas campanhas de conscientização estas são direcionadas apenas para os moradores. Os funcionários, aqueles que vão operacionalizar toda a proposta são deixados de fora. Acabam achando que é mais um modismo ou “frescura de bacana” como já ouvi sendo dito.

Mas como fazer esta conscientização? Bater na tecla de economia de dinheiro para o condomínio não é a melhor estratégia. Pode sensibilizar os moradores, mas para os funcionários só vai passar a imagem do sindico “pão duro”. Eles não se sentem diretamente beneficiados pelas ações e por isso resistem ás mudanças.

É necessário envolve-los, mostrando que isso faz parte de um todo maior. Que se todo mundo fizer vai trazer benefícios para todos, eles inclusive. É preciso mostrar que as ações de eco eficiência, ou seja, as formas de economizar energia e água podem ser utilizadas nas casas deles e que com isso eles também vão ter menos gastos. Que a coleta seletiva pode render algum dinheiro também para eles. Uma estratégia pode ser destinar parte da renda obtida com a comercialização do material reciclável pelo condomínio para compra de cestas de Natal para os empregados. Enfim, é preciso envolver aqueles que trabalham no condomínio com a ideia de sustentabilidade.

E não adianta ser nada forçado. Não adianta ser ordens de cima para baixo. Eles até vão obedecer em um primeiro momento, mas assim que virarem as costas as coisas vão continuar a serem feitas como antes. É necessário um trabalho de convencimento, com uso de uma linguagem simples, sem palavreado técnico. Utilizar as informações e os conhecimentos que eles já possuem como ponto de partida de uma discussão em que a troca de informações que vai se dar nos dois sentidos;pois quem trabalha no dia a dia com certeza tem muitas ideias de como fazer melhor e com mais eficiência as suas tarefas. Mas é preciso que se escute o que se tem a dizer. Não impor soluções; desenvolver em conjunto um trabalho. Com isso é possível envolver a todos na proposta e aí sim conseguir fazer um condomínio sustentável.

Ivan Valdetaro

Biólogo – Diretor da Ser Sustentável

https://sites.google.com/site/sersustentavel101/

Reúso da água

Reúso da água

Por Jonas Brito

Para compreender melhor a importância do reúso da água, basta ver que alguns analistas estimam que devido ao crescente aumento do consumo humano de recursos hídricos, os conflitos pela água se tornarão cada vez mais comuns no futuro próximo. Todos são unânimes em afirmar que se até há pouco tempo o petróleo foi a causa dos principais conflitos mundiais, a partir de agora tais conflitos serão motivados pela água. Ainda comparando com o petróleo, até há pouco tempo dizia-se que a água potável custaria tanto quanto a gasolina. Pois bem, refaçamos esta comparação hoje e vejamos quanto custa uma garrafinha (300ml) de água em comparação com o custo de um litro de gasolina.

Com o crescimento rápido da população nas cidades, rios responsáveis por seus abastecimentos estão cada vez mais saturados hidricamente, seja por altos volumes de captação, seja por excesso de esgotos despejados neles. Consequentemente, se vê cada vez maior o interesse da sociedade por questões ambientais, e não é diferente com a questão da falta de água. A população e boa parte dos empresários reconhecem a necessidade de maior eficiência no consumo deste bem, tão vital a todos. Neste contexto surgiu o conceito de reúso da água, que consiste basicamente em aproveitar o efluente de algum processo em algum outro, mediante ou não de algum tratamento. Quando há um tratamento, normalmente se recicla o efluente de algum processo pouco poluente para reusá-la em outro processo, que não exija altos padrões de qualidade. É possível, entretanto, que a qualidade do efluente de um processo atenda as necessidades de outro sem precisar tratá-lo.

O reúso de água começou no meio industrial, e seus sistemas ainda são distintos para cada atividade produtiva. Às vezes é preciso grandes volumes para resfriar uma estrutura, às vezes é preciso diluir algum efluente para que este não seja muito contaminante, colocando em risco o corpo hídrico receptor. E foi neste setor produtivo que surgiu a idéia de reúso da água. Com o crescimento das exigências ambientais por parte dos governos, as indústrias, principais consumidoras de água juntamente com a agricultura, se viram obrigadas a aumentar sua eficiência no consumo deste bem. Desta forma, puderam usufruir de grande economia, além de beneficiar o meio ambiente local.
Mas um importante setor da economia até pouco tempo estava de fora desta atividade tão benéfica aos corpos hídricos urbanos: o mercado imobiliário. Edifícios comerciais ou residenciais foram aos poucos reconhecendo que também poderia economizar com o uso racional da água que consumiam. As chamadas águas cinzas, que nada são além que efluente de chuveiros, lavabos, ralos de piso e máquinas de lavar, poderiam muito bem ser usadas para atender as descargas dos vasos sanitários mediante um tratamento simplificado. As empresas que construíam estações compactas de tratamento de esgoto para a indústria passaram a construí-las para condomínios e shopping centers. Como esses estabelecimentos tinham altos custos com água tratada, viram no reúso a possibilidade de economizar oferecendo água de qualidade inferior para os fins menos nobres. Dentro desses fins, além das descargas sanitárias, maiores vilãs no consumo de água em prédios residenciais, têm-se os fins ornamentais, como chafarizes, usos como vassoura hidráulica, rega de jardins, etc.

Quanto aos métodos de tratamento desses efluentes, pouco se mudou ao passar de uma escala industrial para uma escala doméstica. Atualmente seus processos são semelhantes ao tratamento dado a esgoto in natura das grandes cidades. Isso parece um tanto exagerado, quando a própria legislação permite que alguns efluentes, como por exemplo das máquinas de lavar, sejam reusados sem tratamento algum nas descargas de vasos sanitários. Como a demanda de água nas descargas é bastante superior à oferta de água das máquinas de lavar, preciso foi que se criasse um tratamento adequado que pudesse tratar também a água dos chuveiros e lavabos. Desta maneira, a oferta de água para reúso seria maior que a demanda nos fins não potáveis. Na prática, isso quer dizer que 100% da água utilizada nas descargas ou vassouras hidráulicas seriam de reúso. Isto representa uma redução de cerca de 30% no consumo de água, percentual que pode ser ainda maior na conta, visto que as principais distribuidoras de água tratada cobram mais por maiores volumes consumidos.

Pensando nisso, surgiu a ECCO Reuse, que criou e patenteou um sistema único que proporciona boa qualidade de efluente final e baixo custo operacional de tratamento de água para reúso e adequado ao uso residencial ou comercial. Ao contrário das atuais empresas que tratam água para reúso, os sistemas ECCO não reproduzem todas as etapas de uma estação de tratamento de esgoto, como reatores anaeróbios ou filtros biológicos aerados. A água tratada pelo sistema ECCO tem um tratamento físico, filtragem, seguido de um tratamento químico, cloração. Um é responsável por reduzir a turbidez e carga orgânica, enquanto o outro é responsável por desinfetar o efluente. As exigências de qualidade da água para reúso no Brasil são que a mesma seja clara, inodora e com um número de bactérias por litro não maior que os atuais padrões de balneabilidade. Visto de fora, pode parecer que os padrões exigidos são muito conservadores, uma vez que o contato que se tem com a água de reúso é muito menor que o contato ao se dar um mergulho numa praia, por exemplo.

Mas visto de dentro, e conhecendo o Brasil, sabe-se que é comum exigir padrões de qualidade superiores aos desejados, já que as fiscalizações nesse campo ainda são raras. Por este ponto de vista, é natural que se exija muito, para evitar que construtoras comecem a aplicar o reúso sem intermediação de um tratamento adequado, ou mesmo o reúso direto, sem qualquer espécie de tratamento. O não tratamento do efluente, ou um mal tratamento, pode gerar mau cheiro nos banheiros, aspecto turvo e desagradável, sem falar no risco de contaminação de funcionários que a utilizem mais diretamente como nas vassouras hidráulicas. Por isso, é de suma importância para o Brasil a divulgação de métodos adequados ao reúso doméstico e para o mercado imobiliário, assim como atentar-se para o atendimento da legislação vigente no que se refere à qualidade de água de reúso.

Jonas Brito
Mestre em Engenharia Civil, Recursos Hídricos e saneamento pela UFRJ, engenheiro civil pela UFRJ
Tel.: (21)3437-3636
www.eccoreuse.com.br

Aumento de 186% no volume diário de material reciclável

O trabalho intenso de conscientização dos moradores do nosso condomínio sobre a importância de separação do material reciclável seco do orgânico deu enorme resultado com aumento de 186% na quantidade diária de material arrecadado, de 6,1 kg para 17,45 kg.

Acreditamos que podemos ainda mais e não vamos relaxar, as nossas ações evitam que mais de 530 quilos de lixo sigam para o aterro sanitário todos os meses, além de contribuir para aumentar a renda dos funcionários da limpeza.

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Educação Ambiental em condomínios

Educação Ambiental em condomínios

Por Aline Cristina Arruda

www.liarruda.wordpress.com

Moramos em uma cidade com 18 milhões de habitantes, uma das maiores metrópoles do mundo responsável por 33,9% do PIB Brasileiro, o maior centro comercial da América Latina.

A cidade de São Paulo, como a maioria das cidades brasileiras, cresceu sem planejamento e o tempo é algo precioso nessa cidade que não pára. Pensando em ações simples e rápidas para condomínios sustentáveis, pequenas ações para fazer a diferença.

Agir sustentavelmente é algo necessário para o desenvolvimento das cidades e do Planeta. O lixo é uma das maiores questões e pode ser reduzido com atitudes como coleta seletiva, minhocários. Atitudes como economia de energia e água e principalmente, o consumo são grande aliadas da sustentabilidade.

Falaremos de algumas ações que podem ser executadas por qualquer pessoa em qualquer moradia (casa, apartamento):

1.Coleta Seletiva: A coleta seletiva já faz parte da rotina de 59% da população paulista. A separação de reciclagem e não reciclável já faz parte da rotina de muitos paulistas. Algumas dúvidas sempre surgem, sendo abaixo segue uma tabela do Instituto Akatu esclarecendo o que recicla e o que não recicla.

Faço duas ressalvas a tabela acima. A primeira é em relação ao lixo eletrônico e lâmpadas. Ambos têm uma destinação diferente. Para a correta destinação do lixo eletrônico, verifique no site: http://www.e-lixo.org/. Tem um mapa de São Paulo com os locais de coleta. Vale ressaltar aqui que o descarte incorreto desses materiais pode ocasionar a poluição do solo, águas, etc.

Já as lâmpadas, o Supermercado Pão de Açúcar possui ponto de coleta. Lâmpadas, assim como eletrônicos são prejudiciais ao Meio Ambiente se descartada incorretamente.

Mais informações sobre o descarte de lixo doméstico: http://oquefazercomolixo-thi.blogspot.com/

A segunda é sobre o isopor. Isopor é reciclável e deve ser acondicionado junto com o plástico. Já temos empresas no mercado especializadas em reciclagem de isopor.

2.Minhocários: trata-se de caixas com minhocas, terra e húmus na qual se despeja o lixo orgânico e cobre com folhas secas. As minhocas realizam a decomposição dos resíduos e como resultado tem-se o chorume que é um excelente fertilizante para as plantas. Não tem cheiro nenhum. Moro em um apartamento e tenho o meu minhocário. Meu lixo reduziu consideravelmente.

A Morada da Floresta vende o minhocário pronto, e entrega em casa com manual de instrução e tudo. É só começar a usar: http://www.moradadafloresta.org.br/produtos-principal/minhocarios-domesticos

3.Economia de Energia e Água: diminuir o tempo de banho, desligar a torneira ao lavar a louça e ligar para enxaguar, evitar deixar as luzes ligadas durante o dia, os eletrodomésticos na tomada quando não estiverem em uso, são algumas atitudes que podem fazer a diferença.

4.Redução do Consumo: resíduo bom é resíduo não gerado. Pensar na hora de consumir, priorizar produtos que tenham menos embalagens, pensar antes de consumir, dar preferência a alimentos orgânicos (que além de sustentáveis por não usarem agrotóxicos e não poluírem o solo e o lençol freático, fazem muito bem a saúde), fazer compras em comércio próximos à sua residência valorizando o comércio local, usar mais transportes públicos e menos carro, etc. O Instituto Akatu tem diversas dicas relacionadas a Consumo Consciente até um manual. Moda já é sustentável, usam-se tecidos sustentáveis e resíduos de plástico e papel.

Mais informações: http://www.akatu.org.br/

Elevadores são ótimos lugares para folhetos informativos sobre reciclagem, composteiras, economia de energia e água. Se o seu condomínio tiver um jornalzinho vale a pena escrever sobre atitudes sustentáveis.

Educação Ambiental não é restrita a escola, a cursos, mas uma conversar com os amigos, com a família, ensinar seus filhos de uma forma divertida, explicar para as crianças a importância de cuidar das suas coisas, da casa, do bairro, da cidade e do mundo. Somos multiplicadores de opinião, idéias, valores.

Eu tento não ser a eco chata que sempre fica falando de meio ambiente, mas sempre que posso passo algum conhecimento para meus amigos, sobrinhos e família. Usar as redes sociais, os meios de comunicação (emails, jornais do condomínio) para educar.

E sem nunca esquecer das eleições, de conhecer os candidatos e seus planos de governo, e não só os cargos executivos mais os legislativos (Deputados e Senadores), pois são eles que criam e votam as nossas leis.

Eu acredito nas leis para solucionar problemas em curto prazo e Educação em longo prazo. Qualquer pessoa pode começar a qualquer momento. E não podemos deixar de cobrar ações de nossos governantes. De um em um, só em São Paulo somos 18 milhões.

Contribua você também com artigos, ideias e sugestões!

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